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Na minha terra há poesia.
Há mais do que sempre houve.
E eu escuto, à noite, a noite dizer
que todo poema, um dia, morou em Bauru...
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musique?
as cordas vibram
sem arrebentar
a lua, a luz seduzindo
todos os sentidos
e a nossa vontade
sendo exposta a todos
os ventos do mundo
os dedos nas cordas
que arrebentam sempre
do lado mais forte
o coração, toada e batida
sempre em sincronia
com o caos das estrelas,
em sintonia qualquer
se tu quiseres,
vais ser musa, será
a única fuga.
meu último refúgio.
se tu quiseres,
cantarei as melodias
que a tua alma deseja.
serei o que eu sou,
mais o que você precisa.
sem deixar o mundo.
sem sorrir amarelo.
vibração sem ar,
ondas.
viração do vento
sudoeste;
eu vou visitar o seu leste,
e invadir todo o norte.
cantando as canções que
o seu sorriso é capaz de criar.
escrevendo as palavras que os
teus olhos põe nos meus dedos.
ouvindo a música da alma
tua.
sem que eu saiba quem...
posted by GUSTAVO LARANJEIRA @
3:28 AM
quem diz?
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Sábado, Setembro 03, 2005  |
now
agora eu escrevo
no chão frio,
com a areia fina da vida.
os muros ficam mais baixos,
mas nunca somem.
as barreiras refletem
a luz do poente.
já observei muitos sorrisos,
mas nenhum tinha a transparência
necessária.
já contemplei várias vitórias,
mas nunca com os pés nus
de todas as topadas.
agora eu vou escrever no mundo,
ainda que eu esteja sobre ele.
agora, o amor é ainda mais desconhecido,
a vontade de devorar a vida
é a mais forte possível...
não vou bater nas bordas da estrada,
sem regressar ao ponto de partida,
vou apenas continuar a ida...
agora, é o momento mais mágico,
aquele instante em que eu me volto
para dentro de tudo, e para fora de mim...
aquela hora em que os astros
olham-me fixamente,
e gritam no silêncio do Universo
a canção que escreveram para mim...
uma música com a melodia
premeditando o meu respirar,
uma vontade de sorrir para
a Eternidade...
sem jamais me esquecer das
cicatrizes e das meninas infelizes.
sem me perder em mim,
sem mergulhar em pessoas.
viver é estar em movimento,
mesmo quando paramos para ver
um espetáculo qualquer.
viver é sentir
exatamente
o que eu não sei ainda
sentir.
posted by GUSTAVO LARANJEIRA @
11:32 PM
quem diz?
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Quinta-feira, Setembro 01, 2005  |
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